Será que o tamanho do seu cérebro diz algo à respeito do quão inteligente você é?

Muitos cientistas têm ponderado a ligação entre a massa cinzenta de uma pessoa (ou animal) e suas habilidades cognitivas.

É uma questão interessante, à altura de uma das estruturas mais intrigantes e complexas já estudadas – o cérebro humano, objeto que abriga mais de 100 bilhões de neurônios – mas a resposta está atolada em incógnitas.

De um lado, cientistas ainda debatem sobre a definição de inteligência. Há a problemática da definição do teste de QI e de como medi-lo corretamente. Além disso, as diferenças de resultados entre pessoas nos testes podem ser identificadas em seus cotidianos? E finalmente, será que mais tecido cerebral ou um cérebro mais ‘maciço’ significa possuir, com reais probabilidades, um QI mais alto?

Uma coisa em que todos eles concordam: Um grande cérebro por si só não garante, nem condiz-se com os mais inteligentes, pois, se assim o fosse, elefantes e baleias cachalotes seriam os grandes desbravadores da Ciência Moderna (e ganhariam a maioria das Olimpíadas de Física e Matemática). Em vez disso, os cientistas calculam a razão entre a massa do cérebro e a massa corporal do indivíduo, a fim de fazer qualquer especulação sobre as capacidades cognitivas de uma criatura.

Assim, enquanto um elefante de 06 toneladas (com um cérebro de 4,8kg) poderia esmagar facilmente qualquer caixa de pensar humana em uma batalha cerebral puramente física, você e eu levamos o bolo em uma guerra de inteligência. Nossos cérebros, que pesam em média 1,2kg, são responsáveis por cerca de 2% do peso corporal, bem mais se comparado ao do elefante, que corresponde à 0,01% (a décima parte de um por cento).


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TAMANHO NÃO É DOCUMENTO

Estudos têm mostrado que entre as espécies de animais pesquisados, os cérebros considerados grandes “não parecem fornecer quaisquer habilidades cognitivas complexas, tais como soluções inovadoras, mapeamento de recursos mais eficiente, aquisição de alimentos e estratégias sociais mais complexas (como mentir ou se decepcionar)”, diz Nancy Barrickman, graduanda do Departamento de Antropologia Biológica e Anatomia da Universidade de Duke.

Um estudo realizado por Sarah Benson-Amram e seus colegas da Universidade de Wyoming revelaram dados experimentais que ligam animais inteligentes à seus respectivos tamanhos relativos do cérebro.

No estudo publicado na Academia Nacional de Ciências (jan/16), os pesquisadores analisaram 140 mamíferos carnívoros de 39 espécies diferentes de um jardim zoológico e lhes deram um “problema saboroso” para resolver: os animais tiveram de abrir um fecho em forma de ‘L’ para destrancar a caixa e pegar seu prêmio dentro. Eles descobriram que os animais da família dos ursos foram os melhores, ao passo que duas espécies de mangusto nunca conseguiram abrir o fecho. Após a contabilização de outros fatores que poderiam levar a abertura bem-sucedida (ou não) da trava, como destrezas manuais e sociabilidade, os pesquisadores concluíram que o tamanho relativo do cérebro foi o preditor mais significativo do sucesso na tarefa.

E NÃO IMPORTA TANTO

Diferenças no tamanho do cérebro dentro de uma espécie, tais como seres humanos, são relativamente pequenos, o que torna difícil quantificar relações entre massa, tamanho e cognição. Por exemplo, a diferença de inteligência entre um indivíduo com, digamos, um cérebro de 1100g e um de 1400g é confundida com outras variáveis, incluindo diferenças na densidade de neurônios, estrutura cerebral e fatores socioculturais.

Tome o gênio Albert Einstein, no qual o cérebro não foi significantemente maior (nem menor) do que o de um ser humano comum. A sua incrível capacidade de compreender conceitos extremamente abstratos e fazer saltos mentais aparentemente impossíveis é resultado de conexões e pontes neurais muitos sólidas; sua mente estabeleceu conexões entre diversos tópicos, teorias e assuntos, integradas em prol de uma nova ideia, um novo conceito à ser criado e exposto. Desenvolvimento neural, exercício do conhecimento e saúde psíquica em dia são, definitivamente mais vitais para se tornar um gênio do que somente possuir um cérebro grande.

MAS O DEBATE CONTINUA

Michael McDaniel, um psicólogo industrial e organizacional da Virginia Commonwealth University, afirmou que cérebros maiores faz as pessoas mais inteligentes. Sua pesquisa, publicada em 2005 na revista Intelligence, sugeriu que em todas as faixas etárias e sexos, o volume do cérebro está ligada à inteligência.

De acordo com pesquisa publicada em 2006, os homens são mais inteligentes do que as mulheres; os pesquisadores do estudo dizem que pode ser devido aos homens possuírem cérebros relativamente maiores (100 gramas a mais, em média). Grande parte da comunidade científica discorda.

O que você acha?

PESO MÉDIO DO CÉREBRO DE ALGUNS PRIMATAS

Chimpanzé (Pan troglodytes) – 350 gramas

Gorila da Montanha (Gorilla gorilla beringei) – 430 gramas

Rato Lêmure (Microcebus murinus) – 2 gramas

OUTROS ANIMAIS

Cachalote: 7,8kg

Morsa: 1,1kg

Gato Doméstico: 30 gramas

Fonte: LiveScience


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Sobre o Autor

Gabriel Pietro têm 18 anos, é Web Designer e Redator do Acervo Ciência, escrevendo diariamente para o site. Já bancou uma de técnico de informática, e ainda banca de astrônomo amador, sua maior paixão. Atualmente gradua-se no curso de Gestão da Informação, na Universidade Federal de Uberlândia, que não sabe se é de exatas ou de humanas. Assim como ele. Também é aficionado por cinema, comics, política, economia, tretas e música indie. Bata tudo isso no liquidificador e tente entender sua cabeça.