Chega de estudar ‘pequenas coisas’. Planetas, estrelas, galáxias. Esqueça. Vamos olhar para o alto e enxergar o que há de maior. De fato, o que há de maior MESMO. Nesse caso, uma das maiores manchas negras já observadas pelo Telescópio Espacial Hubble e divulgadas pela NASA. Trata-se de um mosaico com 80 imagens de altíssima resolução que juntos detalham a estrutura de um superaglomerado envolto em matéria escura.

Superaglomerados envolvidos pela misteriosa Matéria Escura.

Superaglomerados envolvidos pela misteriosa Matéria Escura. (Clique para ampliar)

Esse mosaico faz parte do projeto STAGES (Space Telescope Abell 901/902 Galaxy Evolution Survey), responsável por analisar o maior de tipo de estrutura do Universo conhecido – Os colossais superaglomerados, particularmente, os superaglomerados Abell 901 e 902. Trata-se de uma região de enorme violência e caos. Galáxias estão sendo literalmente puxadas para os núcleos desses superaglomerados, sendo distorcidas e despojadas de seus tesouros – gás e poeira – espaço afora.

E uma das forças primárias deste ‘arrastão cósmico’ provém da misteriosa e invisível matéria escura – que compõe a maior parte da matéria da região (e do Universo). – Em vez de ser igualmente distribuída pelo espaço em que se encontra, a matéria escura se agrupou em enormes nuvens escuras em torno dos aglomerados de galáxias.

Uma equipe internacional de astrônomos usaram o Hubble para medir como as galáxias individuais são distorcidas pelas nuvens de matéria escura. Essa matéria é invisível, mas têm massa, ou seja, pode distorcer a luz que a circunda. Os astrônomos sabem como é o real formato de uma galáxia, seja ela elíptica ou espiral; caso eles visualizem pelas imagens fornecidas galáxias irregulares, despedaçadas, saberão que ali se encontra alguma nuvem de matéria escura – podendo assim identifica-las e quantifica-las.

“Graças à Câmera de Pesquisas Avançadas do Hubble, estamos detectando pela primeira vez nuvens de matéria escura que literalmente regem e governam os superaglomerados de galáxias Abell 901 e 902.” – diz Catherine Heymans, da Universidade British Columbia. “Nós podemos até ver pela imagem uma extensão de matéria escura se dirigindo rumo a um grupo muito quente de galáxias que emitem raios-X à medida que caem no núcleo do aglomerado mais denso”.

Se você curtiu o assunto e deseja obter mais informações sobre o nosso Universo, visite a seção “Enciclopédia” ou o “Guia para o Espaço” – com artigos e conceitos diversos que enriquecerão seu vocabulário científico. Aproveite!

Fonte: Universe Today


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Sobre o Autor

Gabriel Pietro têm 18 anos, é Web Designer e Redator do Acervo Ciência, escrevendo diariamente para o site. Já bancou uma de técnico de informática, e ainda banca de astrônomo amador, sua maior paixão. Atualmente gradua-se no curso de Gestão da Informação, na Universidade Federal de Uberlândia, que não sabe se é de exatas ou de humanas. Assim como ele. Também é aficionado por cinema, comics, política, economia, tretas e música indie. Bata tudo isso no liquidificador e tente entender sua cabeça.