Uma nebulosa é algo verdadeiramente maravilhoso de se ver. Advinda do latim para a palavra “nuvem”, elas são maciças nuvens de poeira, hidrogênio, hélio e plasma, muitas vezes chamadas de “berçários estelares” – isto é, o lugar onde nascem as estrelas. Por séculos, galáxias distantes eram confundidas com essas enormes nuvens.

Contudo, tal descrição é superficial em vista do que elas são e o que realmente representam. Entre o seu processo de formação, o seu papel na formação estelar e sua diversidade, as nebulosas têm proporcionado à humanidade belíssimas imagens, além de muitas descobertas.

Há algum tempo cientistas e astrônomos têm conhecimento de que o espaço não é de fato um vácuo total. Na verdade, ele é composto de partículas de gás e poeira conhecidos como Meio Interestelar (MIE). Aproximadamente 99% do MIE é composto por gás, enquanto que cerca de 75% da sua massa assume a forma de hidrogênio e o restante, de hélio.

O gás interestelar consiste parcialmente de átomos neutros e moléculas, bem como partículas carregadas (plasma), tais como íons e elétrons. Este gás é extremamente diluído, com uma densidade média de cerca de um átomo por centímetro cúbico. Em contraste, a atmosfera da Terra têm uma densidade de 30 quintilhões de moléculas por centímetro cúbico (3 x 10^19 por cm³) ao nível do mar.

Mesmo que o gás interestelar esteja bem disperso, essa matéria espalha-se sobre as grandes distâncias entre as estrelas. E, eventualmente, com certa atração gravitacional entre as nuvens, essa matéria pode se aglutinar e comprimir-se, transformando-se em estrelas e sistemas planetários.

Formação da Nebulosa

Em essência, uma nebulosa é formada quando porções do meio interestelar sofrem um colapso gravitacional. A atração gravitacional mútua faz com que a matéria se aglutine, formando regiões de alta densidade. A partir daí, as estrelas podem formar-se no centro do material em colapso, cuja radiação ionizante ultravioleta faz com que o gás envolvido torne-se visível à comprimentos de onda ópticos.

A maioria das nebulosas são enormes, vastas, medindo até centenas de anos-luz de diâmetro (1 ano-luz = ~10 trilhões de quilômetros!). Embora mais densa do que o espaço em torno delas, grande parte das nebulosas são muito menos densas do que qualquer vácuo criado artificialmente na Terra. Na verdade, para se ter uma ideia, se uma nuvem nebular do tamanho da Terra fosse quantificada, sua massa total seria de apenas alguns quilogramas.

Classificação das Nebulosas

Objetos estelares que podem ser denominados ‘nebulosas’ advêm de quatro classes diferentes. A maioria se encaixa na categoria Nebulosas Difusas, que significa basicamente que elas possuem fronteiras bem definidas. As Difusas podem ser subdivididas em duas categorias com base em seu comportamento com a luz visível – Nebulosas de Emissão ou Nebulosas de Reflexão.

Nebulosas de Emissão são aquelas que emitem radiação de linha espectral a partir de gás ionizado, muitas vezes chamadas de regiões HII, porque são em grande parte compostas de hidrogênio ionizado. Em contraste, a Nebulosa de Reflexão não emitem quantidades significativas de luz visível, mas ainda assim são luminosas porque refletem a luz de estrelas próximas.

Há também as chamadas Nebulosas Escuras, nuvens opacas que não emitem radiação visível, tampouco são iluminadas pelas estrelas; ao contrário, bloqueiam a luz de objetos luminosos por trás delas. Bem como as Nebulosas de Emissão e Reflexão, as Nebulosas Escuras são fontes de emissão de infravermelho, principalmente devido à presença de poeira dentro delas.

Algumas nebulosas são formadas como resultado de explosões de supernovas, e são, portanto, classificadas como Remanescentes de Supernova. Neste caso, estrelas de vida curta implodem sobre seus próprios núcleos, enquanto suas camadas exteriores dissipam-se rumo ao espaço. Esta explosão deixa para trás um “remanescente”, sob a forma de um objeto supercompacto – isto é, uma estrela de nêutrons – e uma nuvem de gás e poeira que é ionizada pela energia da explosão.

Quatro diferentes nebulosas planetárias. Crédito: NASA

Quatro diferentes nebulosas planetárias. (Clique para ampliar) / Crédito: NASA

Outras nebulosas podem formar-se como Nebulosas Planetárias, que envolve uma estrela de pequena massa que adentra na fase final de sua vida útil. Neste cenário, a estrela transforma-se numa gigante vermelha, lentamente perdendo suas camadas exteriores devido as violentas ondas de hélio providos de seu interior. Quando a estrela perde matéria o suficiente, sua temperatura começa a aumentar gradativamente e a radiação UV ioniza o material expulso, esquentando e iluminando-o.

Essa classe também contém uma subclasse conhecida como Nebulosa Protoplanetária, que se aplica a objetos astronômicos que estão experimentando um episódio de curta duração evolucional de uma estrela.

Em suma, nebulosas não são apenas o ponto de partida para a formação das estrelas, mas também seu ponto final. Elas são a razão da existência de todos os sistemas estelares que enchem nossa galáxia e nosso universo, sempre prontas para dar à luz uma nova geração inteira de estrelas!

Fonte: Universe Today, NASA

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Sobre o Autor

Gabriel Pietro têm 18 anos, é Web Designer e Redator do Acervo Ciência, escrevendo diariamente para o site. Já bancou uma de técnico de informática, e ainda banca de astrônomo amador, sua maior paixão. Atualmente gradua-se no curso de Gestão da Informação, na Universidade Federal de Uberlândia, que não sabe se é de exatas ou de humanas. Assim como ele. Também é aficionado por cinema, comics, política, economia, tretas e música indie. Bata tudo isso no liquidificador e tente entender sua cabeça.