E se a Terra Possuísse Anéis Como os de Saturno?

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Os anéis de Saturno são incríveis, verdadeiros objetos de contemplação. Desde que foram observados pela primeira vez por Galileu, em 1610, têm sido uma estrutura de interesse científico constante e de fascínio popular. Composto por bilhões de partículas de gás, poeira e rochas (que variam do tamanho de uma bola de futebol à de uma casa), estes anéis abrangem uma distância de cerca de 282.000km – três quartos da distância entre a Terra e a Lua – ou 30 quintilhões de quilogramas de matéria bruta (quer dizer, 3 x 10^18 kg).

Todos os gigantes gasosos do Sistema Solar, de Júpiter à Netuno, têm o seu próprio sistema de anéis – ainda que não sejam tão visíveis ou pitorescos. Infelizmente, nenhum dos planetas terrestres (ou seja, Mercúrio, Vênus, Terra e Marte) detém um sistema deste tipo. Mas como seria se a Terra tivesse? Deixando de lado as exigências físicas para que um sistema de anéis existisse em nosso planeta, qual seria a nossa sensação em olhar para cima e ver belos anéis planetários circundando nosso céu?

É precisamente esta questão que inspirou Kevin Gill, um engenheiro de software que trabalha na análise e coleta de dados de pesquisa da Jet Propulsion Laboratory (NASA) a criar um modelo simulatório de anéis planetários orbitando a Terra, o “Rings Over Earth”. Usando fotos que ele mesmo tirou de lugares em que viajou Estados Unidos afora, reeditou-as com o Photoshop e o software de animação 3D Maya para adquirir os resultados exibidos, sobrepondo os anéis (em escala) sob os céus da Terra.

Ao fazer isso, ele foi capaz de dar aos entusiastas da Astronomia um vislumbre realista do que seria olhar para o céu (especificamente de New Hampshire, San Bernardino, Los Angeles e Pasadena) e ver um sistema de anéis semelhantes ao de Saturno. E como você pode ver pelas fotos, o resultado final é bastante deslumbrante e inspirador.

(Clique para ampliar)

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As fotografias mostram como os anéis apareceriam em diferentes momentos do dia. Por exemplo, a foto de San Bernardino mostram os anéis tendo em vista o céu da manhã, com o Sol coroando a vista no horizonte. A foto de Pasadena mostram os anéis ao meio-dia, com o Sol à pino iluminando-os.

Depois, há as fotos tiradas do Observatório Griffith, mostrando o sistema no céu noturno de Los Angeles com a Lua crescente não muito longe. Por fim, a de New Hampshire expõe uma seção de anéis obscurecida pela sombra da Terra.

Artigo-021_terceiroAh, e têm a representação artística de como os anéis pareceriam a partir da órbita da Terra, que você pode ver abaixo. Sem dúvida, um sistema tão colossal destruiria qualquer satélite artificial que um dia fora lançado no espaço, a incluir também a ISS. Mas, como o próprio Kevin disse, o projeto não foi um exercício de plausibilidade, mas de diversão.

Surreal imaginar algo assim, não? Mas, de fato, a Terra um dia possuiu um sistema de anéis. Eles foram o resultado de uma colisão que nosso planeta sofreu com um astro do tamanho de Marte, denominado Theia, há cerca de 4,5 bilhões de anos atrás. Os destroços aglutinaram-se aos poucos, originando a Lua. O processo de origem dos anéis de Saturno foi inverso: um satélite já desenvolvido aproximou-se demais do planeta, que o destruiu com sua esmagadora força gravitacional – o que sobrou do satélite originou os anéis, que se mantêm até hoje.

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Fonte: Universe Today, KevGill

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Sobre o Autor

Gabriel Pietro têm 18 anos, é Web Designer e Redator do Acervo Ciência, escrevendo diariamente para o site. Já bancou uma de técnico de informática, e ainda banca de astrônomo amador, sua maior paixão. Atualmente gradua-se no curso de Gestão da Informação, na Universidade Federal de Uberlândia, que não sabe se é de exatas ou de humanas. Assim como ele. Também é aficionado por cinema, comics, política, economia, tretas e música indie. Bata tudo isso no liquidificador e tente entender sua cabeça.