A única coisa boa sobre a guerra, se é que podemos dizer isso, é que ela nos faz pensar de forma muito criativa, e muito rapidamente. A Segunda Guerra Mundial ofereceu muitos avanços na tecnologia que ainda hoje usamos e construímos. Os alemães possuíam um sistema de miras e disparos analógico-computadorizados em seus submarinos U-boats que os tornavam mais precisos do que qualquer coisa que os Aliados tinham. Eles também desenvolveram um tipo de rádio míssil teleguiado que fazia o terror dos marinheiros aliados em batalhas no Mediterrâneo – americanos e franceses não conseguiam acreditar que uma bomba, ao ser lançada de um avião, seguiam seu navio até o atingir, impiedosamente.

Mais: eles colocavam pequenas câmeras acopladas aos mísseis para filmar a trajetória de impacto do objeto. Pra quê? Transmitir essas gravações para aterrorizar os inimigos. À época, esse tipo de recurso acabara de ser implantado, sendo pouco eficaz por ser um protótipo – mas valeu-se a ideia. Os mesmos alemães desenvolveram um sistema de observação infravermelho que permitia a detecção (e destruição) de tanques russos à noite, mesmo em grandes distâncias; foi pouco utilizado, já ao fim da guerra, mas com bons resultados.

Por sorte (ou não), diversas armas de ponta idealizadas pelos nazistas não chegaram a ser fabricadas ou utilizadas, devido ao fim da Segunda Grande Guerra. A linha de submarinos bélicos Type XXI estava anos à frente de qualquer frota militar marítima americana, inglesa, francesa ou russa, mas nunca chegou a ser utilizada em combate, bem como os exóticos aviões Horten 229, que começaram a ser fabricados muito tardiamente; provavelmente o caça mais avançado de toda a guerra, não teve sequer uma unidade totalmente construída, ficando no papel.

EUA
USS Massachusetts, bem conhecido como "Big Mamie".

USS Massachusetts, bem conhecido como “Big Mamie”.

Os Estados Unidos também possuíam computadores analógicos consideravelmente avançados para combate – só que em seus navios de guerra, não submarinos. Eles controlavam o sistema de disparos de grandes torpedos à longa distância com interessante precisão. Certamente, se você gosta do assunto, vale a pena pesquisar à respeito dos lendários navios USS Massachusetts (Big Mamie), USS New Jersey (Black Dragon) e USS Missouri (Mighty Mo), ou quem sabe visita-los pessoalmente dia desses – todos eles foram patrimonialmente tombados; viraram museus vivos. Os americanos também aprimoraram os chamados telêmetros (dispositivo de medição de distâncias), – equipamento de ponta no período, ainda que tivesse sido inventado na Primeira Guerra – radares, ASDIC, sonares e muitas outras tecnologias que auxiliaram os Aliados na guerra, estas, inclusive, que os alemães nunca conseguiram replicar ou superar.

Ambos os lados – Eixo e Aliados – trabalharam em protótipos de jatos de alta velocidade, com destaque, mais uma vez, para os alemães, que variaram bastante seu arsenal, arriscando tudo em jogo em prol de jatos mais ousados para serem utilizados em combate.

JAPÃO

Já os japoneses experimentaram avançadas (e perigosas) técnicas de guerra biológica com a manipulação de germes e desenvolvimento de vacinas por meio de testes (forçados) em prisioneiros Aliados. Apesar de ter sido um dos piores relances da guerra, os cientistas destes programas nunca foram punidos, sendo que com o fim dos combates, o cabeça da Unidade 731, responsável pelos experimentos, Shiro Ishii, enriqueceu-se e viveu prosperamente bem com a venda das vacinas coletadas até sua morte. Ironicamente, o próprio EUA usou grande parte das infames pesquisas japonesas durante o período da Guerra Fria.

Armas de fogo como a M1, Stg 44, GW43 e a Bazuca/panzerfaust (imagem ao lado) levou às armas modernas que usamos atualmente. Veículos como o Puma, um rápido, poderoso tanque com rodas desenvolvido pelos alemães (sempre eles…) continua a ser utilizado ainda hoje em forma atualizada. Também não podemos nos esquecer do impacto, à época, do sistema de metralhadoras MG34, MG42 e Laffetes, ainda em uso, praticamente inalteradas e comum na maioria dos exércitos modernos.

[E] Os extraordinariamente gigantescos computadores utilizados na decodificação de códigos de guerra criptografados nazistas, – o Enigma, – construído pelos ingleses.

A penicilina foi outro grande avanço da Segunda Guerra Mundial. Mudou totalmente o campo de batalha pois soldados Aliados estavam sobrevivendo aonde os alemães não; pereciam por causa de pequenas feridas não tratadas, que infeccionavam gravemente os soldados, levando-os à morte.

É claro que a tecnologia de foguetes como o V1 e V2, detecção de rádio, telemetria e semelhantes mudaram o mundo; E vale considerar as armas nucleares, também.

A Segunda Guerra Mundial abriu caminho para um mundo transformado. Uma vez cessados os conflitos (em detrimento de outros), as tecnologias rapidamente foram remodeladas e implementadas em nossa vida cotidiana e na indústria moderna de hoje, bem como [e infelizmente]nos confrontos armados contemporâneos.

Por Jay Bazzinotti – Quora.com

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Sobre o Autor

Gabriel Pietro têm 18 anos, é Web Designer e Redator do Acervo Ciência, escrevendo diariamente para o site. Já bancou uma de técnico de informática, e ainda banca de astrônomo amador, sua maior paixão. Atualmente gradua-se no curso de Gestão da Informação, na Universidade Federal de Uberlândia, que não sabe se é de exatas ou de humanas. Assim como ele. Também é aficionado por cinema, comics, política, economia, tretas e música indie. Bata tudo isso no liquidificador e tente entender sua cabeça.