A China consolidou sua posição de gigante da energia eólica do mundo em 2015, somando à sua matriz energética o equivalente a capacidade total de produção de três grandes estados norte-americanos (Texas, Iowa e Califórnia) em apenas um ano.

Novos dados da Bloomberg New Energy Finance mostram que a China acrescentou cerca de 29 gigawatts de energia proveniente dos ventos, superando seu recorde anterior – de 21 gigawatts – de 2014. O país, sozinho, foi responsável por 46% de toda a energia eólica instalada globalmente no ano, superando o segundo maior mercado, Estados Unidos, que adicionou 8,6 GW.

Amy Grace, cabeça da startup eólica BNEF, disse que a taxa de crescimento chinesa foi a maior surpresa de 2015 e cerca de 4 GW maior do que os analistas previam. Depois da China e dos Estados Unidos, outras nações que mais instalaram usinas eólicas no planeta foram a Alemanha (3,7 GW), Índia e Brasil (2,6 GW).

Grace ponderou que os investidores chineses ficaram muito animados com os resultados divulgados, considerando uma vitória tal recorde, dado que o governo chinês vêm reduzindo gradativamente seus investimentos em parques eólicos e aumentado as tarifações sob o kilowatt produzido.

Apesar do ‘boom eólico’ que se observa na China, outros especialistas que acompanham os indicadores de energia do país afirmam que a maciça instalação de novas turbinas não necessariamente traduz-se em um ganho real de eletricidade – os chineses são líderes mundiais de desperdício e/ou mau aproveitamento de seus parques eólicos – o que significa que milhares de turbinas instaladas todo ano mal começam a trabalhar e já apresentam defeito, ou são subaproveitadas, mesmo em condições de vento ideais. Joahnna Lewis, professora de Ciência e Tecnologia da Universidade de Georgetown diz que a má formação de profissionais de operação ou de engenharia energética da China é o principal fator do problema – falta conhecimento e habilidade para integrar os parques de energia limpa à rede.

Devido à essas limitações, Lewis afirma que o Estados Unidos continuam a ser o líder global em energia eólica (pelo menos no fator “eficiência”) porque fatores de capacidade e taxas de aproveitamento de turbinas americanas são muito mais elevados, em média, do que as chinesas.

Todavia, o declínio nos custos de fabricação e instalação de parques eólicos, bem como o estabelecimento de uma cadeia robusta de fornecimento interno aliado à políticas governamentais e incentivos privados devem conduzir à China um desenvolvimento e aprimoramento de patentes em ritmo acelerado. Salienta-se a importância da substituição das usinas movidas à carvão altamente poluentes – responsável pela péssima condição do ar em cidades chinesas – pelas usinas limpas, no qual a dos ventos dispara.

Há uma urgência na redução das emissões de carbono e da questão da qualidade do ar que contribuem para essa disparada. O país ainda tem um trabalho considerável pela frente para integrar efetivamente os recursos energéticos renováveis na rede nacional. A necessidade de uma gestão mais eficaz do fornecimento de energia do país para que os recursos renováveis de energia sejam otimizados é o fator prioritário de momento.

Fonte: Scientific American

Gostou do Acervo? Ajude-nos a crescer! Curta a nossa página no Facebook. De quebra você concorrerá, toda semana, à um par de ingressos para o cinema. Não satisfeito? Final do ano têm sorteio de um telescópio amador!

COMPARTILHE O POST COM SEUS AMIGOS! 😉

Comentários

comentários

Sobre o Autor

Gabriel Pietro têm 18 anos, é Web Designer e Redator do Acervo Ciência, escrevendo diariamente para o site. Já bancou uma de técnico de informática, e ainda banca de astrônomo amador, sua maior paixão. Atualmente gradua-se no curso de Gestão da Informação, na Universidade Federal de Uberlândia, que não sabe se é de exatas ou de humanas. Assim como ele. Também é aficionado por cinema, comics, política, economia, tretas e música indie. Bata tudo isso no liquidificador e tente entender sua cabeça.