Vênus é fácil de se ver a olho nu. Na verdade, é o objeto mais brilhante do céu noturno – depois da Lua, – sendo seguro dizer que os seres humanos têm conhecimento da existência desse astro desde que os nossos antepassados olharam pela primeira vez para o céu. Na verdade, existem 05 planetas visíveis à olho nu: Mercúrio, Vênus, Marte, Júpiter e Saturno.

Sim, de fato é impossível dizer quem descobriu Vênus, uma vez que o planeta é reconhecido desde a pré-história. Os humanos modernos têm habitado a Terra há pelo menos 200.000 anos, então talvez soubéssemos da existência desse astro desde àquele tempo.

Mas os astrônomos antigos não sabiam realmente o que Vênus era. Eles sabiam que tratava-se de um objeto que se movia no céu, noite a noite, continuamente, vez ou outra sendo ofuscado pelo brilho do Sol.

Foi apenas com o modelo heliocêntrico de Copérnico (1537) – que deu forma ao real Sistema Solar, colocando o Sol no centro e os planetas em simples órbita – que Vênus foi reconhecido tal como é: um planeta.

Galileu apontou seu telescópio para Vênus em 1610 e confirmou a teoria de Nicolau Copérnico, mostrando que o planeta passava por fases distintas, tal como a Lua. As fases correspondiam às previsões feitas por Copérnico e comprovou que Vênus era realmente um planeta – que orbita o Sol, e não a Terra.

Este modelo foi definitivamente confirmado quando o astro fez um trânsito por todo o raio da superfície solar em 04 de Dezembro de 1639.

Mesmo com os melhores telescópios que temos hoje, é impossível capturar uma boa imagem da superfície de Vênus pois ela é muito obscurecida por nuvens grossas e bastante espessas compostas de dióxido de carbono e ácido sulfúrico. Só foi possível obter imagens de sua superfície a partir de sinais de radares da Terra em 1961, que também foram responsáveis por calcular a velocidade de rotação do planeta e sua inclinação axial.

A primeira nave espacial a visitar Vênus foi a bem-sucedida Mariner 2 (1964), mas foi com sua sucessora, a Magellan (1989), equipada com instrumentos próprios de radar que pôde espiar através da atmosfera de Vênus e revelar detalhes de sua superfície asfixiante.

Algumas naves espaciais conseguiram, com toda a proeza que lhe é reservada, pousar sob a superfície de Vênus, tirar fotos e enviá-las de volta à Terra antes de serem esmagadas/decompostas/fritas pelas tempestades de ácido sulfúrico, a temperatura escaldante ou a pressão avassaladora – crédito ao programa espacial russo Venera (1961-1984), que lançou diversas espaçonaves atmosfera adentro para coleta de dados e fotografias do sistema venusiano. Sem elas, estaríamos duas décadas atrasados em relação ao conhecimento sobre Vênus no qual temos hoje. [Fontes: Universe Today, NASA, Hubble]

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Sobre o Autor

Gabriel Pietro têm 18 anos, é Web Designer e Redator do Acervo Ciência, escrevendo diariamente para o site. Já bancou uma de técnico de informática, e ainda banca de astrônomo amador, sua maior paixão. Atualmente gradua-se no curso de Gestão da Informação, na Universidade Federal de Uberlândia, que não sabe se é de exatas ou de humanas. Assim como ele. Também é aficionado por cinema, comics, política, economia, tretas e música indie. Bata tudo isso no liquidificador e tente entender sua cabeça.