O fenômeno Beatles foi uma grande convergência de diversos fatores que provavelmente jamais se repetirá. Aqui vão cinco tópicos que explicitam quão aclamados (e amados) eles se tornaram, e por quê se tornaram. E aqui também fica expresso o amor do escritor à banda inglesa e um salve ao seu legado.

  1. Talento além da maioria dos atos de entretenimento do dia. O talento era natural e abundante, mas forjado pelo trabalho duro, disciplina e orientação. Inclui-se neste ponto não só as qualidades individuais dos quatro Beatles, mas também à Brian Epstein (empresário da banda) e George Martin (produtor musical).
  2. Inteligência em absorver ideias e sugestões de muitas fontes – desde a música clássica, show tunes, música americana à literatura e drogas – sintetizando-os em uma produção lírica e musical única, aliadas à uma imagem diferenciada. Essa sensatez separou os Beatles da maioria dos artistas da época, mantendo-os sempre afastados de uma musicalidade unidimensional.
  3. A televisão trouxe seu charme para as massas. As apresentações da banda no popularíssimo programa do apresentador Ed Sullivan expôs os Beatles à uma enorme audiência, passo importante que incluiu os pais de seus jovens fãs à cartilha de shows. E eles aprovaram. Com o tempo, a superexposição do quarteto desvinculou-os do status de banda ‘para crianças’. A recente televisão caiu como uma luva para os Beatles, uma vez que eles claramente apreciavam o que estavam fazendo, abusando do charme e do espírito juvenil para conquistar, show após show, legiões de fãs, garotos e garotas, de todas as idades. Tente assistir a um show dos Beatles em seus primeiros anos de formação, se esforçando para não ser atraído pelo seu encanto e leveza no palco. Daí nasceu-se a Beatlemania, que explodiu mundo afora com as crescentes aparições na TV e turnês Inglaterra agora.
  4. Criatividade Multimídia. Além dos concertos e gravações, haviam os filmes (Hard Day’s Night, Help!, Yellow Submarine e Let It Be) e todo o merchandise, importantíssimo para a escalada de popularidade da banda planeta afora. E um filme como ‘Yellow Submarine’ permanece na vanguarda cult do cinema ainda hoje. À somar tudo isso, eclipsa-se ícones musicais anteriores (de peso), tais como Frank Sinatra ou Elvis.
  5. O impacto sociocultural sobre a geração dos anos 60. Este é um tópico e tanto, o contexto do todo. Não é exagero dizer que os Beatles produziram a trilha sonora desta década caótica, explosiva. Mas isso fica aquém. De certa forma, eles eram os anos 60. À medida que os jovens da época passavam da inocência bem-intencionada aos cabelões hippies, o mesmo acontecia com os Beatles. A juventude desencantou-se com as autoridades e buscou iniciar uma viagem própria de auto-descobrimento da sabedoria e orientação espiritual, bem como os Beatles. E assim também quando a juventude lia algo, falava algo, provocava algo, assim também os Beatles faziam. Ou, claro, vice-versa. A juventude dos anos 60 ansiava transformar os peões forçadamente enviados à guerra, em ‘borboletas pacíficas’, dando início a ‘Era de Aquário’, por meio de protestos e passeatas – Influenciada pelos… Sim, o quarteto, de novo (e isso fica bem claro no álbum Sgt. Pepper’s Lonely Hearts Club Band, de 67). Claro, Bob Dylan (e mais tarde a banda Grateful Dead) teve um grande impacto sociopolítico sobre esta geração, mas fora absorvido/eclipsado pela do Beatles. Suas mensagens de amor e revolução, suas buscas espirituais, sua psicodelia e criatividade induzida [por drogas]alimentou tudo o que a década de 1960 representou. Foi muito mais do que fornecer uma trilha sonora praquele tempo. De fato, nenhum outro músico, apresentador, professor, autor, etc., pode reivindicar um impacto sociopolítico tão forte e denso para essa geração do que os Beatles. E, mesmo meio século mais tarde, o impacto é ainda sentido com forte presença – na música, nos estilos musicais, na cultura, na política, no protesto. Tal coisa não há de se repetir.

[Por Chris Landes, Quora.com]

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Sobre o Autor

Gabriel Pietro têm 18 anos, é Web Designer e Redator do Acervo Ciência, escrevendo diariamente para o site. Já bancou uma de técnico de informática, e ainda banca de astrônomo amador, sua maior paixão. Atualmente gradua-se no curso de Gestão da Informação, na Universidade Federal de Uberlândia, que não sabe se é de exatas ou de humanas. Assim como ele. Também é aficionado por cinema, comics, política, economia, tretas e música indie. Bata tudo isso no liquidificador e tente entender sua cabeça.