Essa foi uma das mais interessantes questões levantadas pelo portal Quora há cerca de dois anos atrás. Separamos uma das respostas – ou depoimento – à pergunta feita, para reflexão. O que você acha à respeito? Têm uma resposta melhor? Contribua com seu conhecimento comentando sobre o assunto abaixo ou no próprio local de onde a questão se originou. Só não vale ficar parado.

Como posso contribuir com a Ciência, a Pesquisa e o Progresso Tecnológico mesmo possuindo um Q.I médio?

“Meu QI é relativamente médio, mas, de momento, estou fazendo um trabalho sobre Física Teórica. Duas coisas: não conte à ninguém sobre quão incrível é o que você está fazendo, trabalhando ou pesquisando; construa uma autoconfiança – daquelas que todos julgam ser irracional – solitariamente. Quando se trata de aprendizagem, nada melhor do que fazê-la sozinho, sem ninguém para julgar o quanto você é ‘incapaz’ ou o tanto que o assunto não ‘combina’ com sua personalidade.

Através da construção dessa sua ‘autoconfiança irracional’ você pode muito bem se sentar e aprender algo absolutamente novo por conta própria; com o devido esforço, é possível entender qualquer conceito da matemática ou da física, seja lá o que for. Não precisamos ser super-gênios para desbravar esses assuntos, sempre tão considerados “da minoria científica”. Acredito que você já exercitou esse método antes. Desligar seus ouvidos para a opinião das outras pessoas ou de você – que adora sentenciar à si mesmo a incapacidade consentida de aprender algo considerado “difícil” demais. Estou aqui para dizer-lhe que este método nunca para de funcionar; pelo menos pra mim, jamais parou. E com a devida prática, a sua ‘autoconfiança irracional’ passa a se tornar (bastante) racional.

Escolha um campo. Como… Matemática. Compreenda seus objetos de pesquisa, conceitos, teorias. Conecte mentalmente tudo que você aprendeu; não importa o quão desajeitado ou tolo pareça que suas analogias sejam. É importante fazer isso em primeiro lugar, pois as conexões que você montou se tornarão mais precisas com o passar do tempo. Faça isso com a Física também. Sem problemas. Não leia um artigo científico ou uma revista de divulgação até que você tenha aprendido tudo quanto possível à respeito daquele determinado campo. Lê-los vão fazer você se sentir estúpido, por ser incapaz de compreender tamanhos termos técnicos, que matarão sua autoconfiança. Pesquisa, investigação, fazem parte um jogo psicoemocional. Perder o jogo significa perder sua autoconfiança. E você precisa protegê-la.

Quando, eventualmente, você quiser ler um artigo, livro, ou aquela revista, não leia uma edição contemporânea. Encontre um par de trabalhos mais clássicos no qual seu campo se baseia. Eles são geralmente um tanto quanto fáceis de entender e vão lhe ensinar muito dos fundamentos daquele campo – irão ajudá-lo à construir as analogias mais importantes para a compreensão do nicho. Para os aficionados, podem demorar até dois anos de trabalho de leitura e estudo para chegar ao ‘ponto certo’. Uma mini faculdade. Para um entusiasta do nicho, duas semanas. Você já terá o conhecimento adquirido necessário para ler uma revista contemporânea e se divertir com ela. Ao aficionado, o domínio absoluto do nicho e a múltipla sensação de ultra-confiança interior (ótimo) e o vazio existencial em ‘zerar’ um campo científico, seguida da necessidade de começar a futucar outro. Ambos se surpreenderão, em medidas distintas. Aquela complexidade que teria feito você se sentir ‘burro’ tempos atrás se esvaiu em fumaça e estilhaços. Definitivamente, o jornal, a revista ou artigo parece bem mais simples e óbvio do que antes. Para o aficionado, chega a ser ‘inferior’. Para o entusiasta, no mínimo, uma leitura agradável.

Você agora não só possui a autoconfiança na aprendizagem, a arte de ser autodidata, mas também na pesquisa. Conhecimento adquirido aliado ao dom da escrita, que é abastecido pela fé em si mesmo, é a chave para contribuições científicas de alto valor agregado. Quem diz isso? Sim, eu! Como uma experiência de vida transformada em uma frase motivacional. Acredite, eu posso. Lembre-se: Física Teórica 🙂

De início, contribua com algo que você julga simples ou até óbvio demais. Melhor ainda: uma matéria que você domina e considera fácil de ser escrita. Envie seu contributo para um jornal/revista/blog decente, e parabéns! “Você já colaborou útil e consideravelmente com a Ciência.” [Em Quora.com]

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Sobre o Autor

Gabriel Pietro têm 18 anos, é Web Designer e Redator do Acervo Ciência, escrevendo diariamente para o site. Já bancou uma de técnico de informática, e ainda banca de astrônomo amador, sua maior paixão. Atualmente gradua-se no curso de Gestão da Informação, na Universidade Federal de Uberlândia, que não sabe se é de exatas ou de humanas. Assim como ele. Também é aficionado por cinema, comics, política, economia, tretas e música indie. Bata tudo isso no liquidificador e tente entender sua cabeça.