Pode-se entender a Estética como o estudo daquilo que é percebido pelos sentidos humanos e que diz respeito ao juízo do gosto, e não necessariamente ao belo. Na Filosofia, uma parte dos teóricos considera a Estética como o ramo da teoria do belo e de suas manifestações através da arte. Por arte, podemos entender aquilo que os homens criam para manifestar seus sentimentos e ideias sobre o mundo e aquilo que é concretizado em uma obra, que pode ser uma escultura, uma pintura, uma música, etc. Além de criar a arte, o homem a percebe através de seus sentidos, como quando observa um quadro ou escuta uma sinfonia.

Se a Estética trata daquilo que é percebido pelos sentidos e que tem como finalidade avaliar o gosto ou representar o belo, todas as ciências ou conhecimentos que não alcançam essa realidade são inúteis para a compreensão estética dos objetos. Assim, a Retórica ou a Matemática são incapazes de compreender o fenômeno estético. Onde se encontra a beleza então?

Visões do Belo

Na visão estética idealista existe uma ideia de beleza essencial, que existe independente da subjetividade. Dessa maneira, as coisas belas são aquelas que mais se aproximam dessa ideia de beleza, que existe no mundo das ideias. Já na visão estética materialista-empírica, a beleza não está no objeto em si, mas o gosto estético seria subjetivo e, em grande parte, desenvolvido sob influência cultural do meio em que o indivíduo vive.

Kant busca superar o impasse entre dois entendimentos correntes: de um lado, a beleza é um conceito universal, de outro, a beleza é um juízo subjetivo e pessoal. A nossa percepção sensível é responsável por termos a capacidade de apreciar o belo, no entanto essa condição é comum a todos os homens de modo que o que entendemos por belo não é um juízo completamente subjetivo e individual, mas coletivo. Em outras palavras, para Kant, meu juízo estético sobre um quadro, por exemplo, guiado pelo prazer que a beleza desse quadro provoca em mim, também desperta o mesmo sentimento (juízo estético) em uma grande quantidade de pessoas. Assim, Immanuel descarta a compreensão de que o belo é um conceito universal e racional, pois tem caráter subjetivo (tendo em vista que é derivado das nossas percepções sensíveis), no entanto não é uma expressão exclusivamente particular do indivíduo, pois os juízos estéticos expressam certa universalidade, sendo, pois, a expressão do entendimento coletivo.

Se para Kant há uma objetividade no que diz respeito às obras de arte devido a uma mesma estrutura interna nos homens, que percebem a obra por meio dos sentidos, para Hegel essa condição objetiva não existe. Segundo Hegel, a ideia de belo varia de acordo com a História, ou seja, para cada momento histórico aquilo que é belo ou não belo se modifica, uma vez que os valores culturais de um povo, dentro de um contexto histórico específico, se modificam.

Para Schopenhauer, a arte tem um papel diferente: ela traz o alívio ao sofrimento humano diante da permanente insatisfação da vontade. Em razão disso, por meio da contemplação estética, o ser humano encontra uma brecha que lhe permite experimentar algo para além dos condicionamentos que cerceiam nossa vida e regem o mundo empírico.

Muitos pensadores procuraram associar o belo ao bom, entrelaçando os campos da Es
tética e da Ética. Será o sentimento do belo sempre bom? E a percepção do bem, será sempre bela? Mas realmente, o que será belo?

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Sobre o Autor

Felipe Araujo possui 17 anos e é um escritor independente. Futuro graduando do curso de Psicologia, amante de praticamente todas as vias do conhecimento, desde Exatas às Biológicas. Típico venerador da cultura pop – do cinema às HQs-, e eclético em questão de musicalidade, encantado por músicas de ritmo contemplativo. É fissurado na vanguarda surrealista e seu ideal de inconsciente; escreve histórias malucas e que mexem com o imaginário humano, que é complexo pela essência da natureza.