Esta é uma pergunta na qual fiz a mim mesmo inúmeras vezes. Não tardo em pensar que no futuro haverá exploração mineral interplanetária (e em larga escala) Sistema Solar afora. Já me pego imaginando em sondas-mineradoras explorando vastas jazidas de minérios no Cinturão de Asteroides ou nas luas galileanas. Mas e quanto à Marte?

O Planeta Vermelho não possui depósitos significativos de ouro, platina ou diamantes; nem petróleo, nem carvão. Mesmo se tivesse, extrai-los de lá custaria muito mais do que o seu real valor. Isto é, o investimento não seria nada vantajoso. A ‘lista de coisas’ que você pode facilmente obter em Marte, como óxido de ferro, dióxido de carbono e água são muito baratas e, cá entre nós, facilmente explorável e abundante aqui mesmo na Terra.

Mas o fato de que eles existem em Marte torna-os, de certo modo, extremamente valiosos.

A água permitirá que colonos futuros possam beber, cultivar e respirar (água transformada em oxigênio respirável) em solo marciano sem extrema dependência da Terra. O dióxido de carbono abundante facilitará o cultivo de toda sorte de alimentos e o óxido de ferro será vital para a construção de diversos equipamentos.

Então, esse material é valioso? Por si só, não. Mas, pense, nós não podemos transportar matéria-prima suficiente advinda da Terra de forma sustentável para uso e manutenência em uma colônia extraterrestre. Esta é uma razão pela qual uma colônia em Marte será mais fácil do que uma na Lua, pois o planeta vermelho possui matéria-prima suficiente para manter uma colônia inteira sem qualquer ajuda da Terra, caso que a Lua, por sua vez, não pode.

Assim, e para finalizar, o fato de que Marte possua matérias-primas suficientes para manter uma colônia sem a necessidade de constante intervenção terrestre torna-o, de fato, um lugar rico, à sua maneira.

Fonte: Quora

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Sobre o Autor

Gabriel Pietro têm 18 anos, é Web Designer e Redator do Acervo Ciência, escrevendo diariamente para o site. Já bancou uma de técnico de informática, e ainda banca de astrônomo amador, sua maior paixão. Atualmente gradua-se no curso de Gestão da Informação, na Universidade Federal de Uberlândia, que não sabe se é de exatas ou de humanas. Assim como ele. Também é aficionado por cinema, comics, política, economia, tretas e música indie. Bata tudo isso no liquidificador e tente entender sua cabeça.