O conhecimento liberta. É só através dele que podemos quebrar as correntes da ignorância intelectual e adentrar a realidade. Conhecer o mundo físico e suas propriedades e características é o que a humanidade vem tentando fazer desde seus primórdios.

Mesmo que até alguns séculos atrás as explicações dadas para a compreensão de tais propriedades se aproximassem mais do metafísico e do desconhecido do que do empirismo e da realidade em si. Só a partir do século XVI, com o heliocentrismo de Copérnico, e logo depois no século XVII, com Galileu Galilei, Johannes Kepler, Isaac Newton, Rene Descartes e muitos outros, que algo novo surgiu: a habilidade de desvendar o mundo natural ao nosso redor através da experimentação e da observação.

Tal empreitada deu origem à ciência, palavra derivada do latim que significa conhecimento, uma característica puramente humana a qual tenta entender como o mundo em que vivemos funciona. E a revolução científica deu novas habilidades à nós, seres humanos. Com o conhecimento adquirido pelos métodos científicos, conseguimos, por exemplo, utilizar o poder dos elétrons – a eletricidade – ao nosso favor; usar a pressão do vapor para nos locomover – o que foi a base da primeira revolução industrial, e, logo depois, controlar o processo de combustão para fazer com que máquinas nos levassem aonde quiséssemos; e, no meu ponto de vista, o mais interessante: descobrimos que o planeta terra não é o único planeta no universo, nem que o sol é a única estrela, e nem que nossa galáxia é a única no cosmos.

Com as lentes de nossos telescópios conseguimos vislumbrar a imensidão do universo, com suas centenas de bilhões de galáxias, cada uma com bilhões de estrelas. Descobrimos também que todos os elementos presentes em nosso planeta foram, há bilhões de anos atrás, manufaturados no núcleo de estrelas que se tornaram instáveis nos últimos momentos de existência. Essas explodiram, evento que chamamos de Supernova, produzindo os elementos mais pesados da tabela periódica e espalhando-os por todo o universo. Esses elementos fizeram parte de nuvens gases cósmicos os quais se condensaram para formar novas estrelas, além de planetas orbitando essas, possuindo, agora, os ingredientes necessários para formar vida. O mais interessante de tudo isso, na compreensão do astrofísico Neil deGrasse Tyson (e eu concordo com ele), é que mesmo sabendo que fazemos parte do universo, talvez ainda mais importante que isso é compreendermos que o universo está dentro de nós.

Através da ciência, estamos tentando entender as origens do universo e da própria vida não recorrendo a entidades mitológicas ou a mitos de criação, mas sim através de evidências concretas que podem ser testadas, explicando a realidade de forma objetiva. Estamos também tentando descobrir a resposta para uma pergunta que suscita a imaginação humana a bastante tempo: estamos sozinhos no universo? Não sabemos ainda a resposta, porém estamos em constante busca – e eu quero, sem dúvidas, fazer parte dessa empreitada. Quem sabe o que nos espera nas próximas décadas, ou nos próximos milênios. Conseguiremos preservar nosso planeta a ponto de não corrermos risco de extinção por negligenciar nossos danosos atos? Acabaremos com a pobreza e com a fome que assola o mundo contemporâneo? Criaremos novas formas de produção de energia para que aquelas que poluem o nosso pálido ponto azul se tornem obsoletas? Será que encontraremos outras formas de vida em nossa galáxia, pelo menos? Seremos uma espécie interplanetária, com a tecnologia necessária para continuarmos vivos em outro mundo, em caso de uma catástrofe em nossa atual casa, a Terra? Essas são excelentes perguntas que só o tempo e nossos esforços conseguirão responder.

Todos os avanços nas diversas áreas da ciência – biologia, física, astronomia, química, geologia, entre outras – devem ser compreendidos como avanços incríveis para a humanidade. Basicamente, todas essas “disciplinas” do conhecimento humano se resumem em uma palavra: curiosidade. Todas as disciplinas listadas anteriormente são simples nomes dados ao estudo de determinado evento. A nossa curiosidade para descobrir coisas novas sobre o ambiente ao nosso redor tornou possível tais descobertas. E, quando, por exemplo, essas matérias são listadas em um edital de um vestibular, elas não são somente “coisas a mais para serem decoradas”. Elas, sem dúvida, são aspectos inerentes da curiosidade humana, materializadas em conhecimento adquirido no decorrer dos séculos por meio de pessoas que também queriam entender mais o seu mundo. Através desses conhecimentos é que conseguiremos responder as perguntas anteriores. Somente através do conhecimento é possível avançar como espécie.

Muito já foi descoberto sobre esse lugar em que chegamos sem saber muita coisa. Nascemos sem nenhum manual de instruções dizendo de onde viemos, nem para onde vamos. Tivemos que procurar por tais respostas sozinhos. Mesmo assim, conseguimos chegar longe. E a curiosidade humana, a mesma que nos levou até aqui, ainda está longe de cessar. A cada nova descoberta muitas outras perguntas são formuladas. E, dessa forma, a humanidade continua sua jornada de altos e baixos, porém convictos de que ainda há muito a se aprender. Como o astrônomo Carl Sagan uma vez disse, “mesmo com todas as nossas limitações e falhas, nós humanos somos capazes de coisas incríveis”.

Escrito por Weslley Victor.

Projeto Acervo Ciência


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Sobre o Autor

Gabriel Pietro têm 18 anos, é Web Designer e Redator do Acervo Ciência, escrevendo diariamente para o site. Já bancou uma de técnico de informática, e ainda banca de astrônomo amador, sua maior paixão. Atualmente gradua-se no curso de Gestão da Informação, na Universidade Federal de Uberlândia, que não sabe se é de exatas ou de humanas. Assim como ele. Também é aficionado por cinema, comics, política, economia, tretas e música indie. Bata tudo isso no liquidificador e tente entender sua cabeça.