Pesquisadores podem ter descoberto tecido mole preservado nos restos de um dinossauro morto há 195 milhões de anos. A descoberta sugere que as proteínas são capazes de sobreviver pelo menos 100 milhões de anos mais do que se pensava. Se confirmado, este achado incrível poderia abrir uma janela inteiramente nova no estudo de animais há muito extintos.

A descoberta foi encontrada no fóssil de um Lufengossauro, uma criatura herbívora do início do período Jurássico, que alcançava até 09 metros de comprimento. No interior de um dos ossos da costela, os pesquisadores acreditam ter encontrado vestígios de colágeno – a proteína estrutural encontrada na pele e no tecido conjuntivo – assim como remanescentes potenciais de sangue.

A pesquisa, publicada na Nature Communications, analisou a composição química do tecido mole no osso, num procedimento conhecido como espectroscopia infravermelha. Isto mostrou que o material absorvia luz infravermelha nos comprimentos de onda que correspondem aos do colágeno. Não obstante, um mineral rico em ferro no osso também foi apontado como evidência de sangue preservado, argumentam os pesquisadores.

Acredita-se que partículas escuras de hematita sejam glóbulos vermelhos alocados nos vasos.

Embora os resultados sejam excitantes, eles não são conclusivos. O artigo saiu num momento em que um outro também foi publicado no Journal of Proteome Research, no qual cientistas foram capazes de isolar adequadamente as proteínas de colágeno em um fóssil de dinossauro de 80 milhões de anos, que até então era o mais antigo identificado com a proteína. Estes resultados também foram capazes de mostrar que algumas das proteínas extraídas são semelhantes às encontradas nas aves.

Apesar de que, superficialmente falando essa notícia não soar muito interessante, pois afinal já sabemos que as aves são descendentes dos dinossauros, abre-se aqui um leque enorme de possibilidades. Saímos do campo da ficção com esse assunto, pois agora torna-se possível construir árvores evolutivas de animais há muito tempo extintos – mamíferos e dinossauros – com base não só na sua anatomia, mas também em evidências moleculares. Este é um avanço extraordinário no campo da Paleontologia, e enquanto o Santo Graal da clonagem ainda pode estar um tanto fora de alcance, a descoberta ainda é ‘espetacularmente incrível’!

Essa secção transversal do tecido apresenta vasos circulares cheios de partículas escuras de hematita.

Fonte: IFL Science

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Sobre o Autor

Gabriel Pietro têm 18 anos, é Web Designer e Redator do Acervo Ciência, escrevendo diariamente para o site. Já bancou uma de técnico de informática, e ainda banca de astrônomo amador, sua maior paixão. Atualmente gradua-se no curso de Gestão da Informação, na Universidade Federal de Uberlândia, que não sabe se é de exatas ou de humanas. Assim como ele. Também é aficionado por cinema, comics, política, economia, tretas e música indie. Bata tudo isso no liquidificador e tente entender sua cabeça.