Kepler-62e é um exoplaneta em que acredita-se ser um mundo de água, que orbita à mesma distância da sua estrela que o planeta Mercúrio para o Sol. Está à aproximadamente 1.200 anos-luz da Terra. O planeta é um achado empolgante para os ‘caçadores de exoplanetas’ porque possui tamanho semelhante ao do nosso planeta, e também orbita na região habitável de sua estrela (que é menor e mais fraca do que a da Terra).

O planeta é cerca de 1,6 vezes maior que a Terra e orbita sua estrela-mãe, uma anã vermelha, uma vez a cada 122 dias. É, na verdade, um dos dois planetas possivelmente habitáveis deste sistema. A outra, Kepler-62f, é 1,4 vezes maior e está um pouco mais longe, ainda na zona habitável, só que numa região mais fria.

O diagrama compara os planetas do Sistema Solar em relação aos da estrela Kepler-62, um sistema de cinco planetas à cerca de 1.200 anos-luz da Terra, na constelação de Lyra. Os cincos planetas de Kepler-62 orbitam uma estrela classificada como uma ‘anã-K2’, que mede apenas dois terços do tamanho do Sol e é apenas um quinto mais brilhante. (Clique para ampliar)

Tomados em conjunto, os dois planetas “são excelentes suposições de vida alienígena,” diz Bill Borucki, principal investigador técnico da missão Kepler, no Centro de Pesquisa Ames (NASA), em uma conferência à imprensa, anunciando a descoberta de sete novos exoplanetas.

Kepler-62e é classificado como uma “super-Terra”, que significa que ele provavelmente tem características semelhantes ao nosso próprio planeta, mas que é maior que nosso mundo. Um estudo de modelagem, realizado separadamente, também concluiu que Kepler-62e Kepler-62f são suscetíveis a serem cobertos quase à totalidade, por água [líquida].

Kepler-62e, provavelmente, tem um céu muito nublado, é quente e úmido o ano todo, do equador aos polos,” diz o coautor de modelagem Dimitar Sasselov, da Universidade de Harvard. “Kepler-62f seria bem mais frio, mas ainda potencialmente favorável à vida.”

Uma possível civilização? Complicado.

Kepler-62e é um dos milhares de candidatos a exoplanetas descobertos pelo telescópio espacial Kepler, cuja principal missão é procurar por novos exoplanetas (especialmente parecidos com a Terra) fora do Sistema Solar.

Kepler-62e e Kepler-62f são dois dos cinco planetas potenciais descobertos no sistema Kepler-62. Ao mesmo tempo, pesquisadores também revelaram mais dois candidatos planetários, só que no sistema Kepler-69, incluindo outra super-Terra, chamada de Kepler-69c.

A hipótese de que Kepler-62e seja um mundo de água, seria, em tese, difícil para uma civilização florescer, pelo menos segundo nosso entendimento. Ao menos poderia haver organismos bastante avançados escondidos na água, Borucki acrescentou em uma entrevista recente.

“Pelo menos em nosso oceano, temos peixes voadores. Eles “voam” para fugir de predadores,” disse. “Então, nós acreditamos que eles evoluíram – para aves, talvez, – neste planeta oceânico.”

Modelos computadorizados sugerem que Kepler-62e teria um clima bastante hospitaleiro para a vida, uma vez que, num ambiente quente e úmido, organismos se desenvolveriam tranquilamente. Surpreendente que, mesmo nos polos, a temperatura seria idêntica à dos polos.

disse Borucki, que também liderou a equipe que descobriu Kepler-62e e Kepler-62f. “Achamos que, de fato, a vida, tal qual na Terra, tenha florescido por lá também.”

Os planetas estão bem distantes da Terra, mas, à medida em que os cientistas vasculham a vizinhança local, novos planetas habitáveis devem ser encontrados, dentre alguns deles, em estrelas próximas. A comunidade científica especula que achados como esse estimulem vontades e investimentos em estudos de novos métodos de locomoção que nos levem até lá, e de forma mais rápida (o que, nem de longe, é possível hoje).

“Imagine olhar através de um telescópio e observar um outro mundo, repleto de vida, apenas alguns milhões de quilômetros de você. Ou, dispor da capacidade de visita-lo regularmente. Não posso pensar em uma motivação mais forte do que essa para nos tornarmos uma sociedade interplanetária,” afirma Sasselov.

Fonte: Space


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Sobre o Autor

Gabriel Pietro têm 18 anos, é Web Designer e Redator do Acervo Ciência, escrevendo diariamente para o site. Já bancou uma de técnico de informática, e ainda banca de astrônomo amador, sua maior paixão. Atualmente gradua-se no curso de Gestão da Informação, na Universidade Federal de Uberlândia, que não sabe se é de exatas ou de humanas. Assim como ele. Também é aficionado por cinema, comics, política, economia, tretas e música indie. Bata tudo isso no liquidificador e tente entender sua cabeça.