Imagine que é o verão de 1783, seis anos antes da Revolução Francesa. Você está em Paris, pequeno turista do jovem estado brasileiro, na América Lusitana. Durante a estadia, você presencia um verdadeiro milagre, um relance de um futuro governado pela ciência e tecnologia: a primeira demonstração pública dos irmãos Montgolfier, o “globe aérostatique”, seu balão de ar quente.

Extasiado com o espetáculo do voo proporcionado por mãos humanas, você se dirige até Étienne Montgolfier, – o nome do balão, – e pergunta à Joseph, – um dos irmãos: quanto tempo levará para a humanidade visitar outro planeta?

Ele olharia para você perplexo. Não conseguiria responder sua questão. Seu aeróstato pode, obviamente, voar apenas no ar. E a altitude máxima alcançada pelo balão é apenas uma parte ínfima em milhões quando comparada à distância da Terra em relação ao planeta mais próximo. Joseph seria incapaz de lhe oferecer uma resposta satisfatória.

Ele talvez imagine… porque outro planeta? Por que não atingir metas mais modestas primeiro, como viajar voando para outra cidade? Talvez outra nação? Talvez, num distante dia, talvez voar pelo oceano? E quem sabe, um dia, até à Lua, que ainda assim, está mil vezes mais próxima de nós do que outros planetas?

Assim, em termos de ciência e da tecnologia, o feito dos irmãos Montgolfier foi mais próximo das nossas atuais naves espaciais do que nossas naves espaciais estão para aquelas necessárias e capazes para visitar outra galáxia. A tecnologia envolvida é quase inimaginável.

Talvez outros números podem ser colocados em perspectiva. Comparado à altitude dos balões de Montgolfier, outro planeta está cem milhões de vezes mais distante. Comparado à distância da Lua (o corpo celeste mais distante já visitado pelo homem), outra galáxia está cerca de 50 trilhões de vezes além. Nós estamos, de fato, menos qualificados para responder a pergunta sobre visitar outra galáxia, do que os irmãos Montgolfier estavam trezentos anos atrás quando perguntados sobre visitar outro planeta.

E nós, também, podemos refletir: Será que não existem metas e objetivos mais modestos primeiro? Como visitar outro planeta (Marte…)? E, após, visitando algo até cem mil vezes mais distante, como a estrela mais próxima (Alpha Centauri…)? Então, estrelas mais distantes da nossa própria Via Láctea, dezenas, centenas, milhares, talvez centenas de milhares de anos-luz daqui, antes de pensarmos em saltar vácuo afora, 2 milhões de anos-luz até Andrômeda, a galáxia mais próxima?

Fica aqui a reflexão.


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Sobre o Autor

Gabriel Pietro têm 18 anos, é Web Designer e Redator do Acervo Ciência, escrevendo diariamente para o site. Já bancou uma de técnico de informática, e ainda banca de astrônomo amador, sua maior paixão. Atualmente gradua-se no curso de Gestão da Informação, na Universidade Federal de Uberlândia, que não sabe se é de exatas ou de humanas. Assim como ele. Também é aficionado por cinema, comics, política, economia, tretas e música indie. Bata tudo isso no liquidificador e tente entender sua cabeça.