Boa pergunta (seja lá quem perguntou!)

Obviamente a uma distância de pelo menos 20,5 bilhões de quilômetros (e contando…), a Voyager I está longe demais do Sol para usar suas células fotovoltaicas.

Felizmente, os engenheiros da nave se planejaram para essa situação. A Voyager é alimentada eletricamente por um gerador termoelétrico de radioisótopos (RTG) provida pelo Plutonium 238, um isótopo que alfa-decai com uma meia-vida de 87,7 anos. Esse RTG absorve energia térmica gerada com o rápido decaimento do PU238 (plutônio) convertendo-o em eletricidade através de termopares (dispositivos que convertem calor em eletricidade de forma semelhante à forma como a energia fotovoltaica converte luz em eletricidade).

Os 03 RTGs da Voyager produzem cerca de 160 watts, embora, após 87,7 anos, essa energia decaia pela metade. É assim que a Voyager I alimenta seu transmissor de rádio (e outros sistemas) para transmitir informações à Terra.

À sua distância atual, os sinais de rádio da V1 levam 19 horas para chegar à NASA (isto é, 19 horas-luz, 20,5 bilhões de quilômetros).

Uma ‘pílula’ de plutônio-238 se parece mais ou menos com essa “jujuba” da foto; ele brilha um vermelho forte proveniente da energia de seu alfa-decaimento.

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De David Goodman com Gabriel Pietro.


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Sobre o Autor

Gabriel Pietro têm 18 anos, é Web Designer e Redator do Acervo Ciência, escrevendo diariamente para o site. Já bancou uma de técnico de informática, e ainda banca de astrônomo amador, sua maior paixão. Atualmente gradua-se no curso de Gestão da Informação, na Universidade Federal de Uberlândia, que não sabe se é de exatas ou de humanas. Assim como ele. Também é aficionado por cinema, comics, política, economia, tretas e música indie. Bata tudo isso no liquidificador e tente entender sua cabeça.